Estranhamente, certo
dia passei boa parte do dia pensando no livro Brida, do autor Paulo Coelho.
Normalmente quando fico com determinados pensamentos, sei que devo escrever
sobre... Mas na verdade, eu não sabia sobre o que era exatamente. Já havia
escrito sobre os principais assuntos deste livro: escrevi sobre as Tradições do
Sol e da Lua, escrevi sobre a Alma do Mundo..
Acabei ficando
“encucada” e pensando: “O que mais posso escrever que seja inspirado no livro?”
Como estava no
trabalho e o meu livro estava em casa, resolvi baixar o livro e passar o olho
por alto para tentar descobrir o que meu inconsciente (que mts vezes é muito
consciente) queria que eu transmitisse.
Eis que achei em um
dos capítulos o que eu buscava.
Em determinado
trecho, a Brida, a personagem principal, recebia a tarefa de ler as cartas de
Tarot. Ela tentou por diversas noites, jogar e interpretar, mas suas tentativas
sempre falhavam. Ao desistir, a personagem liga para sua mentora que,
imediatamente, pede para que a personagem pegue seu tarot e espalhe pela mesa,
Assim fez Brida, mas, nesse mesmo instante, sua mentora começa a conversar
sobre coisas diversas e sem importância até que Brida não presta mais atenção
na conversa e se vê completamente envolvida pelo tarot que, a essa altura,
parecia ter criado vida e lhe mostrava um filme.
Bem, aonde quero
chegar com isso?
O fato é que muitas
vezes as pessoas ficam ansiosas e aflitas por uma resposta rápida e que lhe
surja como se caísse do céu. Esperar a resposta que queremos é o que mais acontece
quando começamos uma leitura de cartas. E é aí que entra a decepção, a
inconformidade, o desinteresse em jogar...
Erramos muito quando
pensamos que vamos olhar as cartas, descrever figuras, ver se tem algo a ver
conosco e pronto! Tá feita a mágica! Se gostarmos bem. Se não gostarmos,
deduzimos que as cartas não sabem nada ou que não nascemos para isso.
Isso é o que chamo
de UM GRANDE ERRO!
Tenho 5 pontos
importantes a declarar:
Primeiro: Quem disse
que trata-se apenas de descrever a figura? Se for assim, não preciso de tarot!
Vou fazer leitura através dos quadros pintados por Tarsila do Amaral. Cada
detalhe das cartas de tarot transmite um significado. Não basta descrever o que
está desenhado e sim descrever o que vê (perceba que são coisas diferentes se
você estiver com a mente aberta)
Segundo: Se você já
sabe a resposta que quer, para que consultar as cartas? Não perca tempo e
energia.
Terceiro: Não se
iluda de que você conseguirá fazer a leitura na primeira tentativa. Isso pode
acontecer sim, mas não vá com essa expectativa. Você acabará se decepcionando.
Quarto: Se sua mente
estiver cheia de idéias e, principalmente focada nos resultados, as chances de
você não conseguir fazer a leitura são de 99,99%.
Quinto: Dedique-se
sempre e muito. Desenvolva sua leitura de um modo geral (Leitura mesmo,
sabe?!?!? Arte literária!). Desenvolva também a cultura de admirar imagens,
figuras, desenhos... Visite um museu e tente imaginar o que se passava na mente
do pintor no momento em que produzia sua obra. Desenvolva o hábito de avaliar
sua intuição. Não tenha medo dos pensamentos que lhe surgem na cabeça
(principalmente aqueles que parecem não fazer sentido algum). Avalie tudo. Tudo
é informação! Cabe a você saber juntar as peças.
TEXTO DE: ANA
CAROLINA ESTEVES
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